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Redução da carga horária de militares

Major Araújo insiste em sua proposta na Assembleia Legislativa de Goiás

Publicado por Redação PRB em 16/05/2012 às 10h50

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GOIÂNIA (GO) – O presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Goiás, deputado Major Araújo (PRB), foi o entrevistado do programa “Entrevista”, produzido pela TV Assembleia. O parlamentar republicano falou do Projeto 5.441/11, de sua iniciativa, que limita o número de horas da jornada de trabalho de policiais e bombeiros militares no estado.

Major Araújo disse que há controvérsia em relação à decisão da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), que rejeitou o projeto, sob o argumento de que ele tem vício de origem. Isso significa que a matéria não é de competência parlamentar, mas, sim, do Executivo, haja vista que gera despesas para o Estado.

O deputado do PRB lembrou que foi aprovada, no Congresso Nacional, a PEC 300, de iniciativa parlamentar, e que gera cerca de R$ 5 milhões em despesas para o governo federal. Major Araújo destacou que os militares goianos sofrem uma sobrecarga excessiva de trabalho, com alguns fazendo até mais de 240 horas semanais, sendo que o máximo é de 200 horas, num total de oito horas/dia. A falta de limitação de jornada tem ocasionado ações desumanas, que muitas vezes incluem aplicação de punições através do excesso de trabalho.

Segundo o parlamentar, os problemas causados na categoria militar por si só já justificam a aprovação do projeto de sua autoria. Major Araújo enfatizou que os militares já estiveram na Assembleia Legislativa para defender a redução da jornada de 44 horas semanais para 40 horas. “Acredito que essa adequação não vai gerar despesas para o estado, mas tão somente reduzir o número de militares por turno de serviço”, frisou.

O parlamentar ressaltou ainda que a sua proposta prevê pagamento de hora extra, mas que a decisão final sobre essa questão é do governo estadual. “Dada a importância do projeto, reconhecida pelo deputado Helio de Sousa (DEM), que teve de dar parecer contrário à aprovação do mesmo, na CCJ, entendo que ele deveria, no mínimo, ir para discussão e votação no Plenário”, ponderou o Major Araújo.

Fonte: Assembleia Legislativa de Goiás
Foto: Carlos Costa

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