Íntegra: Coletiva de imprensa com Marcelo Crivella

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Foto: R7

 

Íntegra da coletiva de imprensa com o candidato do PRB, Marcelo Crivella, após a divulgação do resultado das eleições no Rio de Janeiro pelo TSE, neste domingo, 26 de outubro.

 

 

Imprensa – Suas primeiras declarações, por favor.

Marcelo Crivella – Em primeiro lugar, quero agradecer muito a Deus por essa campanha que nós fizemos, que foi difícil, foi árdua, no primeiro turno e no segundo turno. Agradecer aos meus companheiros de lutas que estiveram sempre ao nosso lado nesses 120 dias sem esmorecer, enfrentando todo tipo de adversidades. Não houve expedientes, dos mais torpes aos mais virulentos, contra nós, que não fossem empregados. Mas, mesmo nos momentos mais difíceis, quanto mais agudas eram as nossas dificuldades, nós não nos permitimos esmorecer ou perder a linha, eu diria, da nossa dignidade. Permanecemos tranquilos com a nossa consciência, sem medo no coração, enfrentando tudo para levar nossas propostas ao povo do Rio de Janeiro.

Eu, o general (seu vice, José Alberto da Costa Abreu), nossas famílias, claro que estamos muito tristes, mas a maior tristeza que nós sentimos não é pessoal porque a nossa vida continua. A tristeza que nós sentimos é por 20 mil pessoas que já, por tanto tempo, aguardam por uma cirurgia nos hospitais. É por tantas comunidades carentes que têm crianças, idosos vivendo em barracos. É pelo desalento da política na nossa terra, de tantos escândalos, de tanta corrupção. Essa é a nossa tristeza, de não termos tido, eu diria, condições políticas para chegarmos a uma vitória. Mas a luta continua.

Nós tivemos quase 3,5 milhões de votos e, em nome de cada um desses eleitores, tanto eu, como o Abreu, como todos os nossos companheiros, em nome de cada um deles, nós temos que ir à justiça porque há 13 pedidos para a cassação de registro do nosso adversário, por abuso do poder econômico, por abuso de poder político, por uso da máquina (pública), e isso tudo, não foi julgado ainda. De tal maneira, eu acho prematuro qualquer tipo de celebração do PMDB porque, se não vencermos aqui, vamos recorrer à Brasília. Nós respeitamos a decisão soberana do povo expressa na sentença inapelável das urnas desde que as eleições sejam eleições de acordo com as regras. E não foram.

Eu queria também agradecer ao Lula Vieira, companheiro, que conosco imaginou essa campanha. Agradecer a todos que me ajudaram a escrever o Plano de Governo, o Lessa, o Darc, o Zé Carlos de Assis, o Mauro Osório por tantas ligações que fizemos. Agradecer ao César Benjamim que foi uma presença constante ao nosso lado. Agradecer muito também ao Samuel Pinheiro Guimarães e a tantos outros. Em nome deles, quero saudar a todos que, em cada área do nosso plano, nos ajudaram.

 

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Agradecer ao pessoal do escritório, ao Isaías, querido companheiro. Agradecer à Margareth. Agradecer à Eliane Ovalle. Agradecer às mulheres. Agradecer ao Paulo, à Joelma, ao Mauro. Agradecer à Inny, ao Edvaldo. A Inny, então, que aturou, meu Deus do céu, telefonemas, ligações, e-mails, respondeu diariamente as demandas porque os repórteres são insaciáveis, eles não param nunca de fazer perguntas. É o tempo todo. Então, quero agradecer muito a nossa equipe. Agradecer ao PRB, ao presidente estadual, nacional. Parabenizar o meu partido que saiu dessa eleição com o dobro de deputados federais que tinha antes, e três suplentes com 100 mil votos. Quer dizer, possivelmente nós vamos estrear o ano que vem com 25 deputados federais. Vai ser o partido que mais cresceu no Brasil. Isso não é pouco. E, aqui no Rio de Janeiro, nós contribuímos pra isso, Abreu, porque para deputado estadual fizemos 40 mil votos de legenda. Quer dizer, se nós não tivéssemos sido candidatos, nós não teríamos elegido. 2 estaduais e 2 federais por causa do voto de legenda.

Então, quero agradecer à minha família, meus filhos, que também foram vítimas, coitados, de tantas calúnias. Mas a gente tem um preço a pagar quando quer servir ao povo. O líder político é supliciado para conseguir um lugar no coração do povo. E isso é da vida pública.

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Imprensa – O que o senhor vai dizer nesse momento para o Luiz Fernando Pezão? O senhor está reconhecendo parcialmente a vitória dele ou não está reconhecendo?

Marcelo Crivella – Não. Eu acho que é preciso, em primeiro lugar, esclarecer os 13 pedidos de cassação de registro. Em primeiro lugar nós temos que ver isso aí. São 13, não são um nem dois. Todos os partidos que concorreram se sentiram prejudicados e querem resposta sobre isso. O corregedor tem que falar. Agora, dos partidos, são três ou quatro pedidos. Nove são da própria Procuradoria Regional que identificou doações absurdas de dinheiro pra campanha oficial, empresas que foram beneficiadas pelo governo do estado. Então, isso precisa ser esclarecido e o momento é agora. Se não forem esclarecidos aqui, vamos recorrer à Brasília. Mas, em nome dos 3 milhões quatrocentos e tantos mil votos, é um dever nosso. Dever de buscar na justiça que as regras sejam cumpridas e obedecidas.

 

Imprensa – Senador, a que o senhor atribui essa derrota?

Marcelo Crivella – À falta de voto (risos). Não tivemos os votos necessários para vencer.

 

Imprensa – O senhor acha que a tática do PMDB de tentar associá-lo à Universal prejudicou sua campanha?

Marcelo Crivella – Eu acho que todo ataque acaba prejudicando. Não há dúvida. Acho que o Pezão, preocupado em perder, acabou misturando política com religião, coisa que eu não fiz. Na minha campanha – eu tenho centenas de pastores que são meus amigos espíritas, católicos-, mas preferi não colocar ninguém na televisão exatamente porque eu acho que esse debate não condiz com a vida nacional, com o estado laico. As pessoas não devem, no momento da eleição, discutir religião, tem que discutir é política, tem que discutir é educação, saúde, transporte e, sobretudo, no nosso estado, discutir corrupção.

Eu vi um caso, agora recente, que foi o caso do jovem deputado federal Bethlem (Rodrigo Bethlem do PMDB/RJ). O Bethlem foi uma coisa que me chocou muito. Por que? Porque ele abandonou a campanha e teve um drama pessoal dos mais dolorosos. E o Bethlem tem vocação pra política, tem índole pra política. Agora, o que ele praticou, ele aprendeu com os mais velhos, com seus líderes políticos partidários e talvez tenham escapado como ele porque a esposa ainda não denunciou. Mas, mais cedo ou mais tarde, tudo vira à tona. Então, essas coisas nos deixam tristes.

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Imprensa – O senhor teve uma derrota, mas foi uma boa campanha aqui no Rio, porém o senhor teve uma vitória em âmbito nacional. O senhor foi um cabo eleitoral de primeira hora da presidenta Dilma, ela está reeleita. Gostaria que o senhor falasse sobre o que significa para o país a reeleição da presidenta Dilma?

Marcelo Crivella – Ah, uma alegria, um alívio. As pessoas estavam dizendo, quando eu vinha pra cá: “Mas Crivella, você tá aliviado? Eu sinto que você não está pesaroso?” Não, pesaroso eu estou. Mas a vitória da presidenta Dilma compensa as tristezas que nós passamos no âmbito regional. Por que? Porque garante os avanços no salário mínimo, garante o Minha Casa, Minha Vida, garante o PAC, garante, para nós do Rio de Janeiro, o Pré-Sal. Garante um monte de conquistas que foram duras, foram lutas difíceis nesses doze anos que nós estamos no Congresso Nacional e dois anos que eu passei como ministro. São importantíssimas. Com a presidenta Dilma, por exemplo, eu sei que vai sair agora, logo, logo, um decreto pra gente utilizar meio por cento das águas dos reservatórios nacionais, barragens, açudes, para criar peixe. Isso vai ser uma vantagem enorme pro Brasil. Eu acho que tudo isso compensa de certa forma. Eu estou muito feliz. Foi uma vitória dificílima mas que mostra, eu acho, a bravura, vamos assim dizer, a força da nossa presidenta, que conseguiu vencer a tudo e chegar ao final.

 

Imprensa – O senhor vai concorrer em 2016?

Marcelo Crivella – Nós temos que conversar com o partido, temos que verificar. Agora, eu quero deixar aqui escrito com todas as letras que nós vamos recorrer. Nós vamos recorrer porque há 13 pedidos de cassação de registro da candidatura do nosso adversário. Treze, não é um, nem dois. Não há nenhum contra nós. Aliás, não tem nenhuma multa eleitoral contra nós. Mas o nosso candidato adversário tem mais de R$ 2 milhões de multa ou quase isso. De tal maneira que foi uma campanha que não foi justa. Então, nós temos esse dever. Isso nos impõe. É uma imposição da realidade. É uma imposição dos nossos eleitores que votaram em nós, hoje estão tristes, nas suas casas, e vão dizer: “Não Crivella, mas a nossa luta continua”. Então, a nossa luta continua, agora, nos tribunais. Nós temos uma boa equipe de advogados aqui e em Brasília, eles acompanharam todas essas tragédias. Vocês viram o site, por exemplo, no debate da Globo, o Pezão anunciou, ele fez um site de maledicências e fez questão de dizer: “Eu é que estou patrocinando. É o meu partido.” Ele disse assim: “Eu sou um criminoso eleitoral. Está aqui, eu estou declarando.” Ele fez uma declaração pública do crime que ele cometeu e que o juiz, ontem, mandou tirar do ar sob pena de pagar uma multa de R$ 500 mil diária, que pro PMDB não é muita coisa. Mas é meio milhão!

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Imprensa – O senhor vai recorrer ao TSE?

Marcelo Crivella – Não, eu não vou recorrer ao TSE. Eu vou, com meus advogados, acompanhar as 13 ações que o procurador já propôs e o corregedor precisa correger. O corregedor tem que correger. Corregedor que não correge, não é corregedor. Então, o corregedor tem que correger. Ele tem que apresentar agora o voto dele. Isso tem que ir para o plenário, cada juiz tem que votar. Se formos derrotados, iremos ao Tribunal Superior Eleitoral. Lá, em Brasília, vamos assim dizer, está fora das coisas regionais. Então, não há uma influência regional local. E, se perdermos no TSE, e pudermos, vamos recorrer no Supremo (Tribunal Federal – STF). Mas vamos lutar até o fim.

 

Imprensa – Senador, o que o senhor pretende fazer amanhã? O senhor já tem compromisso? Vai retornar à Brasília?

Marcelo Crivella – Amanhã, volto meu expediente à Brasília. Eu não sei se amanhã tem sessão no Congresso. Mas, vou conversar com todos que me apoiaram, agradecer ao governador Garotinho. Já liguei pra ele hoje (ontem) agradecendo. Agradecer também ao Lindberg que foi um apoio importantíssimo. Ao Quaquá, presidente do PT, que esteve ao nosso lado, e tantas outras lideranças, não quero ser injusto. À Clarissa Garotinho que foi incansável. À Rosinha Garotinho também que esteve todo tempo conosco. E a tantos deputados que se somaram a nossa campanha. O general também sabe que tem muitos colegas dele, das Forças Armadas, que vieram marchar ao nosso lado.

Amanhã (hoje) não devo ir à Brasília, mas terça-feira a vida volta ao normal. Vamos responder expediente no Congresso.

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Imprensa – O senhor disse que foi uma vitória brava da presidenta Dilma, porém foi uma vitória que demonstrou que o país está quase que meio a meio. Uma vitória muito apertada. Qual é esse Brasil que sai das urnas e o que isso demonstra para o atual governo?

Marcelo Crivella – Eu tenho a impressão que a vitória da presidenta foi difícil. Tenho a impressão não. Tenho a certeza que foi muito difícil, foi apertada. Mas não quero crer que as forças do Congresso, que a apoiavam antes, estejam tão divididas assim. Por exemplo, meu partido que sempre foi apoio do governo, dobrou. Acho que vamos ter, seguramente, uma base firme para continuarmos com as mudanças que nós queremos.

Um processo eleitoral sempre é muito, vamos dizer assim, ele é fruto de muitas controvérsias do momento, de muitas denúncias, denúncias que ainda não foram bem apuradas, que são boatos, as coisas que aconteceram na Petrobras. Nós não sabemos ainda, por exemplo, a delação premiada do (Alberto) Youssef e do diretor da Petrobras. Nós precisamos saber disso. Quais são os políticos que estão envolvidos. Alguns até venceram a eleição mas não vão tomar posse. A operação chama-se lava-jato. Então, eles lavaram as coisas a jato, mas quem lava a jato sempre deixa uma sujeirinha. Porque tem que lavar mais devagarzinho. Então, lavou a jato. Ora, os dois, para terem suas penas reduzidas, precisam ajudar o governo a recuperar o dinheiro. Então, eles têm que dar as contas onde estão depositados o dinheiro. E tem líderes políticos que estão com a conta lá. Pode ser que, no Brasil inteiro eu não sei, mas tem gente aí que ganhou a eleição e daqui a pouco o Youssef vai dizer: “A conta dele está na Suíça, ou está na Bahamas ou em algum outro lugar”. E aí, nem vai poder tomar posse.

Eu quero dizer a vocês o seguinte: vou continuar lutando pelo povo da minha terra. Não é ambição pessoal, nem minha, nem do general, nem da minha família, tenho certeza do que falo aqui, com todas as letras. Em questões de realizações pessoais, acho que Deus nos deu muito mais do que merecíamos. Mas pela dor do nosso povo, pelo desalento que está o Rio de Janeiro, pelo sofrimento das pessoas que nós encontramos pelas ruas, nós vamos lutar até o final.

Muito obrigado, companheiros! Valeu!!!

 

 

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