‘Rolezinhos’: a nova face das manifestações?

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O ano começou com mais uma novidade advinda da web. Jovens da periferia de São Paulo, através das redes sociais, organizam grandes encontros em shopping centers e causam verdadeiros alvoroços nos centros comerciais.

Tais encontros vêm chamando a atenção pela adesão relâmpago e a forma como estão se alastrando, inclusive para outros estados. Para azar dos lojistas e dos grandes shoppings, a moda pegou.

Os empresários se reúnem e tentam achar uma brecha na lei que impeça os eventos de acontecerem, entretanto, está claro que nada poderá ser feito uma vez que temos assegurados pela Constituição nosso direito de ir e vir.

Vale ressaltar que qualquer ato que promova balbúrdia pode – e deve – ser repreendido. Neste contexto, a baderna será sempre ilícita, pois tem a ver com conflito, desordem, pândega, vadiagem ruidosa. Assim, desde que não promovam a desordem, a presença será bem vinda, ou pelo menos, deveria ser.

No meu ponto de vista trata-se de um problema social diretamente relacionado com a má distribuição de renda do país, em que poucos ganham muito, e muitos ganham pouco. Esses milhares de jovens da periferia se sentem excluídos da sociedade e sonham em fazer parte da elite consumista do país. Por isso, encontram em tais eventos uma forma de serem ‘vistos’ pela sociedade, de mostrarem que, sim, eles existem.

Entendo que isso é apenas o começo. Assim como as manifestações de junho tiveram seu ápice, os ‘rolezinhos’ ainda terão o seu. Muito provável irão intensificar e ganhar força à medida que esses jovens descobrem que o objetivo foi cumprido: os holofotes estão apontando para eles.

Entramos de fato em um ano atípico e imprevisível. A criatividade do brasileiro, a vontade de mudança e a força da internet são fatores que poderão alterar rumos já certos. Cabe a nós acompanhar com atenção aos movimentos que surgem todos os dias, buscar sua origem e extrair seus aspectos positivos.

No caso dos ‘rolezinhos’ devemos entender que nossos jovens estão carentes de atividades culturais, lazer, educação, esportes, espaços públicos gratuitos que permitam atividades de socialização saudável e natural desta idade. Os holofotes precisam estar nas verdadeiras necessidades destes jovens e não apenas em ações isoladas e polêmicas.

Aildo Rodrigues é o Presidente Municipal do PRB São Paulo

 

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