Perdas consideráveis ao boxe olímpico brasileiro

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Acelino Popó Freitas, deputado federal pelo PRB/BA

 

A valorização do boxe olímpico brasileiro foi recentemente pauta proposta por mim na Câmara dos Deputados. Promovi uma audiência pública na Comissão de Turismo e Desporto para discutir planejamento às Olimpíadas de 2016 e um dos temas tratados durante o encontro foi a falta de pagamento do Bolsa Pódio, criado pelo Ministério do Esporte com o objetivo de subsidiar os atletas brasileiros olímpicos e paraolímpicos ranqueados entre os 20 primeiros do mundo em suas modalidades.

Entre os debatedores, estiveram presentes representantes do Comitê Olímpico Brasileiro e da Confederação Brasileira de Boxe. Infelizmente, nenhum representante do Ministério do Esporte compareceu. O objetivo principal era garantir o pagamento do auxílio aos nossos atletas. Este recurso é um direito daqueles que por anos se esforçam, se destacam e mostram ao mundo o potencial do esporte brasileiro.

Venho defendendo a Bolsa Pódio, pois sei que a não liberação deste recurso abre espaço para que o Brasil perca boa parte de seus atletas, especialmente os boxeadores que defenderiam o país nas Olimpíadas após adquirirem resultados em 2012. Seria bom se somente estivéssemos ponderando algo que poderia acontecer, no entanto, a seleção brasileira de boxe já perdeu, irreversivelmente, todos os três medalhistas olímpicos. Os irmãos Falcão – Esquiva e Yamaguchi – se profissionalizaram e atuarão no boxe internacional a partir de 2014; Adriana Araújo segue o mesmo caminho. Eles não mais representarão esperança de novas conquistas da nobre arte nas Olimpíadas 2016 em solo brasileiro.

Sabemos que o custo de um atleta é alto, mas a falta de investimentos em esporte pode se tornar mais cara para o país, considerando a perda dos nossos jovens para a criminalidade e as drogas. O esporte mudou a minha vida, e pode mudar a de muitos brasileiros e suas famílias. O esporte socializa, aperfeiçoa o caráter, gera responsabilidade, promove saúde, bem-estar, enaltece o nosso país e alegra o povo brasileiro, além de transformar histórias de vidas antes fadadas ao fracasso e à marginalidade.

O Brasil, especialmente a Bahia, é celeiro de atletas destaques no mundo. Temos outros boxeadores que, certamente, irão ter resultados expressivos nas Olimpíadas 2016, mesmo com apoio escasso. Isso demonstra a garra e a vontade de vencer do nosso povo. No entanto, não podemos deixar de cobrar mais investimentos para incentivá-los a lutar e defender a bandeira do nosso país, com estrutura e organização.

É importante ressaltar que o Brasil não é apenas o país do futebol. Devemos, sim, pensar na Copa do Mundo, mas a Olimpíada também já está às portas. Estou preparando uma comitiva de deputados para que, juntos, visitemos o Ministro do Esporte e o alertemos em relação à realidade do boxe brasileiro e de outras modalidades.

Enquanto o futebol pode trazer uma única medalha ao país, o boxe pode trazer mais de 50, devido às diversas categorias, pesos e distribuições. Esse potencial precisa ser aproveitado da melhor forma possível. A nossa expectativa é que as Olimpíadas de 2016 tragam novos ídolos para o esporte nacional e tornem o mercado esportivo brasileiro ainda mais competitivo.

*Acelino Popó Freitas é deputado federal (PRB/BA)

 

 

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