Outubro Rosa

14_10-13_artigos_e_textos_george_hilton_outubro_rosa

 

Mulher, de onde surge a palavra? O termo vem do latim muliere e há algumas hipóteses. Uma delas associa muliere a outras duas palavras latinas: os verbos mulgere, “ordenhar”, emulcere, “acariciar”. Segundo essa hipótese, a palavra poderia ter sido usada para designar as fêmeas em geral, e em particular às que produzissem leite.

Outubro é o décimo mês do ano no calendário gregoriano, mas deve o seu nome à palavra latina octo (oito), dado que era o oitavo mês do calendário romano, que começava em março.

Agora, sobre rosa, tem-se que começar pelo gineceu, que é o conjunto de órgãos reprodutores femininos de uma flor, o conjunto dos pistilos. Engloba os carpelos, constituídos pelos estigmas, estiletese ovários, localizando-se, em quase todos os casos, no centro da flor.

Isso posto, cor-de-rosa significa romantismo, ternura e está culturalmente associada ao universo feminino. Aliás, outras características como beleza, suavidade, pureza, manifestadas pela cor rosa, geralmente, são também atribuídas às mulheres. Os tons de rosa escuro estão associados à sensualidade e à sedução feminina.

Mas o que vem a ser o Outubro Rosa? É um movimento mundial que teve origem em 1990, na primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York. Em 1997, entidades das cidades de Yuba e Lodi, também nos Estados Unidos, começaram a promover atividades voltadas ao diagnóstico e prevenção do câncer de mama, escolhendo o mês de outubro como epicentro das ações. A partir daí, o movimento tomou proporções internacionais.

No Brasil, o movimento começou no dia 2 de outubro de 2002, com a iluminação em rosa do monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista, conhecido como Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo. Nos anos seguintes outros pontos turísticos foram iluminados de rosa, como o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, a Pinacoteca de Santos, Palácio do Planalto, Congresso Nacional, entre outros.

O câncer de mama é provavelmente o mais temido pelas mulheres devido à sua alta frequência e pelos seus efeitos psicológicos, que afetam a percepção de sexualidade e a própria imagem pessoal. Ele é relativamente raro antes dos 35 anos de idade, mas acima desta faixa etária sua incidência cresce rápida e progressivamente.

Este tipo de câncer representa nos países ocidentais uma das principais causas de morte em mulheres. As estatísticas indicam o aumento de sua frequência tanto nos países desenvolvidos quanto nos países em desenvolvimento. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nas décadas de 60 e 70 registrou-se um aumento de 10 vezes em suas taxas de incidência ajustadas por idade nos registros de câncer de base populacional de diversos continentes. Tem-se documentado também o aumento no risco de mulheres migrantes de áreas de baixo risco para áreas de risco alto. Nos Estados Unidos, a Sociedade Americana de Cancerologia indica que uma em cada 10 mulheres tem a probabilidade de desenvolver um câncer de mama durante a sua vida.

No Brasil, o câncer de mama é o que mais causa mortes entre as mulheres. Em 2008, foram registrados 12.089 mortes decorrentes deste tipo de câncer. Dos 518.510 novos casos de câncer diagnosticados em 2012, o câncer de mama será o segundo mais incidente entre a população feminina, sendo responsável por 52.680 novos casos.

Quando realizado por um médico ou enfermeira treinados, o exame clínico de mamas (ECM) pode detectar tumor de até 1 (um) centímetro, se superficial. A sensibilidade do ECM varia de 57% a 83% em mulheres com idade entre 50 e 59 anos, e em torno de 71% nas que estão entre 40 e 49 anos. Um estudo canadense sugere que o exame clínico tem a mesma efetividade que o uso combinado de mamografia e exame clínico em mulheres de 50 a 59 anos. Além disso, um estudo americano apresenta uma taxa de detecção de câncer de mama maior quando somente a mamografia está alterada do que quando somente o exame clínico está alterado. Quando ambos estão alterados, a taxa de detecção quadruplica.

Estudos sobre a efetividade da mamografia sempre utilizam o exame clínico como exame adicional, o que torna difícil distinguir a sensibilidade do método como estratégia isolada de rastreamento. Os ensaios clínicos sugerem uma redução em 30% da mortalidade por câncer de mama em mulheres de 50 a 69 anos envolvidas em programas de rastreamento. Para aquelas com idade entre 40 e 49 anos, a literatura é controversa, mas aponta para uma redução da ordem de 23%.

Atualmente, devido a grande desordem na gestão da saúde nas esferas públicas, muitas mulheres não conseguem fazer a mamografia. Outras até fazem, mas não conseguem dar continuidade aos tratamentos específicos, pois uma hora falta medicamento, outra hora falta equipamento e faltam até profissionais especializados para acompanharem as pacientes. Triste destino é reservado àquelas pessoas que são acometidas da enfermidade e não possuem recursos financeiros e/ou acessos.

Finalizando, urge criar e manter esforços integrados e perenes para esse tipo de diagnóstico e tratamento, uma vez que a detecção precoce inibirá os incomensuráveis gastos governamentais, bem como mitigará o sofrimento dos portadores da doença e de seus familiares. Um Brasil de todos se faz com foco para todos os cidadãos. Que o movimento OUTUBRO ROSA alcance suas metas e retire mortes e sofrimentos das famílias brasileiras.

*George Hilton é deputado federal pelo PRB Minas Gerais e líder do partido na Câmara dos Deputados

 

Eu repórter republicano

Quer ser um repórter republicano e ver sua matéria publicada no Portal PRB? É muito simples. A Agência PRB Nacional disponibiliza um contato direto para receber todo o conteúdo (textos e fotos). Anote aí o e-mail: pautas@prb10.org.br. Viu como é fácil? Agora é só participar e nos ajudar a manter esse canal sempre atualizado.

REPORTAR ERRO

Informar erro

COMPARTILHE

FALE CONOSCO

O PRB está de portas abertas para ouvir você

Sugestões, críticas, dúvidas e elogios

faleconosco@prb10.org.br

FALE COM O PARLAMENTAR

Nesta semana, envie sua mensagem para a deputada federal, Rosangela Gomes (PRB-RJ)

E-mail (clique aqui)
ou
(61) 3215-5438

QUEM É QUEM

Conheça as lideranças do Partido Republicano Brasileiro

CONFIRA

EU REPÓRTER

Deseja indicar uma matéria para sair aqui no Portal PRB?

pautas@prb10.org.br

RECEBA NO SEU E-MAIL

Enviamos para seu email os destaque da semana.
Faça parte do Boletim 10!

Respeitamos seu email. Não gostamos de SPAM.

Você foi inscrito com sucesso!

Pin It on Pinterest

Quer fazer um
Curso de Política GRATUITO?

Preencha para receber seu acesso ao curso!