Na contramão da inovação

Na contramão da inovação

Mário Mendes é coordenador nacional do PRB Empreendedorismo, Tecnologia e Inovação.

 

O Brasil, hoje, aparece na 61ª posição no Global Innovation Index 2014, elaborado pelo Insead – The Business School for the World, atrás de países como Macedônia, Montenegro, Mongólia e Botswana, entre outros com a economia menos robusta, numa lista de 143 países. No ranking que varia de 1,00 (mais inovador, como a Suíça com o escore de 64,8 pontos) e 0,00 (pouco inovador, como o Sudão, com 12,7 pontos), o Brasil possui escore de 36,3 pontos. Mas existem outros rankings de outras instituições que não facilitam em nada uma posição mais confortável para o Brasil. Ou seja, o Brasil é ruim mesmo em inovação e motivos não faltam. A falta de alta dose de confiança nas relações pessoais, lideranças pragmáticas, meritocracia, transparência, entre outros, são apontados por alguns especialistas como os carros que vão na frente nos fazendo comer poeira. Mas é bom que se diga, também, que a falta de inovação não é culpa só das empresas e empregados, mas a participação vacilante de um governo indeciso, colabora substancialmente, quando levamos em consideração a dicotomia sexta economia do mundo X desigualdade social. Um fosso que nunca se fecha.

No entanto, o conceito de inovação é amplo. Nascido na década de 90 como o Santo Graal da competitividade, como dizia o jornalista Antonio Félix, o objetivo primaz da inovação é, em tese, a exploração com sucesso de novas ideias. E sucesso para as empresas, por exemplo, significa aumento de faturamento, acesso a novos mercados, aumento das margens de lucro, entre outros benefícios.

Contudo, o que já é demais sabido no mundo corporativo, mas pouco prático, foi considerado pelo Insead em seu relatório sobre inovação, em 2014, o fator humano.

Esse fator explora o papel dos indivíduos e equipes por trás do processo de inovação. Estatisticamente capturar esta contribuição humana para a inovação é um desafio assustador. Mais complexo ainda são os desafios enfrentados por todos aqueles que tentam alimentar corretamente o fator humano na inovação. A importância de ambos os esforços individuais e coletivos dos criadores e cientistas no processo de inovação tem sido bem documentada na literatura. Há diferentes aspectos necessários de capital humano, a fim de alcançar a inovação, incluindo a presença de mão de obra qualificada, a necessidade de habilidades para o sucesso da inovação, o ensino superior, a intersecção de capital humano, capital financeiro e capital tecnológico, retenção de talentos, bem como a mobilização da Educação altamente qualificada, num país onde, recentemente, o ensino médio foi considerado inadequado para formação futura de profissionais inovadores. Como as grandes marcas, a inovação só surge quando vários elementos que a compõem estão no lugar: a Educação de qualidade é o principal deles.

A sociedade foi “programada” a fazer: resolver problemas complexos de forma simples e tem gente complicando este processo natural.

 

*Mário Mendes Júnior é empresário, coordenador nacional do PRB Empreendedorismo, Tecnologia e Inovação, autor e escritor do livro “Procura-se Jovem negro para salvar o planeta” que vendeu milhares de exemplares mundo afora em 2013.

 

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