Vereador fala sobre a liberação da maconha

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Curitiba (PR) – “A liberação da droga da preguiça só vai estimular o uso entre os jovens e comprometer o futuro do país”, observa Valdemir Soares, presidente da Frente Parlamentar Contra o Crack e Outras Drogas da Câmara Municipal de Curitiba. Ele usou como exemplo a “desastrosa” liberação medicinal da maconha em alguns estados americanos que têm em suas universidades alunos dormindo e desconcentrados e a dificuldade na identificação da compra para o uso recreativo ou medicinal, conforme mostra edição da Revista Veja do último dia 13, “Estados Unidos da Maconha.”

Para Valdemir, mesmo com liberação para qualquer tipo de uso da droga, os menores de 21 anos vão continuar comprando do mercado ilegal, o narcotráfico vai continuar lucrando com as substâncias ilícitas mais pesadas e o sistema público de saúde mental não conseguirá oferecer estrutura para tratar os dependentes. “Não adiantam argumentos, o vício destrói carreiras e famílias, não há como ter aceitação social ou legal,” destaca o vereador.

A facilitação do acesso ao entorpecente não se justifica pelos fins medicinais, pois segundo reportagem a maconha tem mais quantidade de THC tetra hidrocanabinol, responsável pelo “barato” da droga do que o CBD canabidiol, que poderia agir como um sedativo, que corta a sensação de náusea e atuaria como anti-inflamatório também.

Em contraponto, o uso regular da maconha definha a saúde mental do usuário, conforme quadro explicativo abaixo: quadruplica a probabilidade de distúrbios mentais graves, aumenta em mais de 3,5 a probabilidade de esquizofrenia, em duas vezes a incidência de depressão, em cinco vezes os transtornos de ansiedade, em quatro vezes a fobia social. Também diminui a capacidade de concentração em 40% dos usuários, a memória de curto prazo em 60% deles e a inteligência em 8 pontos de QI. Valdemir ainda alerta aos motoristas que fazem uso da droga. “Tem que considerar a dificuldade em identificar o limite máximo de THC no sangue permitido aos motoristas nos países que liberaram a droga, pois sem dúvidas há impacto da maconha ao volante.”

Desespero de famílias

Dentre os usuários de maconha, os homens consomem três vezes mais que as mulheres e 62% experimentaram maconha antes dos 18 anos. A consequência se vê na demora para responder algumas perguntas simples que revela uma das limitações de José, 29 anos, cravadas ao longo de 14 anos consumindo maconha.

Imperceptíveis para ele, os sinais do vício vem degradando seu relacionamento familiar, porém em sua visão, não é um problema na vida profissional. José é convicto de que consegue parar de usar quando quer, e que a maconha lhe traz benefícios e o único empecilho é a resistência de sua família em aceitar.

Mesmo com tanta segurança, ele corresponde aos aspectos comportamentais comuns da dependência, apontados pelo II Segundo Levantamento Nacional de Álcool e Drogas Lenad, como ficar ansioso e preocupado por não ter a droga, ter a sensação de perda de controle sobre o uso, já ter tentado parar e considerar difícil ficar sem a droga. Os motivos pelos quais ele não muda as práticas ilícitas são pela maconha o socializar, acalmar e trazer a sensação de prazer.

Ele justifica que nunca se internou, não tem nenhuma passagem pela polícia, consome antes, no intervalo e depois do expediente e paga a quantidade que utiliza. Essa cortina de fumaça não o deixa enxergar o desespero da família. Sua mãe já o expulsou de casa, ela sofre com a displicência do filho que não vê problema em usar drogas. “Ele não tem prazer em estar com a família, o telefone não para de tocar, depois chega em casa e come tudo que vê pela frente. Meu filho não tem mais vergonha disso e abre para todos o problema eu não sei mais o que pensar, mas eu não aceito”, desabafa a mãe.

Texto e foto: Assessoria de imprensa do vereador Valdemir Soares

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