Por iniciativa de Waldir Canal, médico Aloyzio Achutti recebe título de Cidadão de Porto Alegre

Por iniciativa de Waldir Canal, médico Aloyzio Achutti recebe título de Cidadão de Porto Alegre

Vereador Waldir Canal (esquerda) foi o autor da proposta de homenagem.

 

Porto Alegre (RS) – O médico gaúcho, especialista em cardiologia, Aloyzio Cechella Achutti recebeu na última sexta-feira (12), da Câmara Municipal, o título de Cidadão de Porto Alegre. A homenagem, proposta pelo vereador Waldir Canal (PRB-RS), foi presidida pelo vereador João Carlos Nedel (PP) e contou também com a presença do ex-governador do Estado do Rio Grande do Sul, Jair Soares, e do presidente do Sindicato Médico do RS, Paulo Argollo.

Em seu discurso, Nedel destacou que o título concedido à Achutti é a mais importante honraria que a Câmara Municipal pode oferecer e disse estar satisfeito em presidir a sessão também por ter uma relação próxima ao médico. “Há 49 anos foi ele o médico que atendeu meu primeiro filho quando esse ainda possuía pouco tempo de vida. Meu filho foi a óbito, mas minha esposa e eu jamais esqueceremos seu empenho e dedicação. Nossa gratidão é enorme até hoje e permanecerá para sempre”, declarou.

Waldir Canal enfatizou que quando nascemos, recebemos diferentes missões e disse que a missão de Achutti é salvar vidas. “Com seu talento, o senhor transforma todo o homem em bonança, sua alma não se contenta diante do desespero de uma criança, adulto ou idoso. Seu trabalho é incansável e sabemos que você o faz por amor ao ser humano”, afirmou.

“Para o senhor todo dia é dia de salvar vidas, por isso seremos sempre gratos. Não conseguimos mensurar a magnitude do seu trabalho no Brasil e exterior, reconhecido, inclusive, pela Agência da Organização das Nações Unidas como médico de referência no Rio Grande do Sul. Essa homenagem é um agradecimento pelo seu exemplo de vida e pelo homem digno que o senhor é”, acrescentou o vereador republicano.

Após receber o título, Achutti iniciou seu discurso enfatizando sua emoção e mencionou a passagem lembrada por Nedel. “Há uma tendência do ser humano de reprimir as coisas ruins e somente guardar as coisas boas. Nessa profissão assistimos o sofrimento das pessoas, algumas vezes relacionados ao insucesso por não termos podido fazer mais como médicos e o nascimento de um sentimento de culpa em nós enquanto profissionais”, disse.

O médico disse que a homenagem o fez receber dezenas de expressões de afetos, que despertaram lembranças de quem já viveu mais de três quartos de sua vida. “A vantagem de ser velho é voltar a ser objeto de carinho, como era quando criança”, comparou. Achutti relembrou algumas passagens de sua trajetória de vida e profissional. “Meu pai era farmacêutico e foi sempre meu modelo, mas devo admitir que fui criado por três mulheres: minha mãe e minhas duas irmãs. Depois veio uma quarta, minha esposa, que acabou de me criar”, contou, bem humorado.

Ao relatar sua ampla atividade como médico dedicado à saúde pública e clínica, em mais de 60 anos de formação em Medicina, ele finalizou ilustrando o que é sua profissão. “Se no início da profissão começamos com o estudo dos órgãos isolados e depois aprendemos a conectá-los de modo a formar um organismo, também descobre-se que cada ser humano é diferente, cada um de nós tem uma história. Entendo que a medicina é uma arte e sua aplicação depende da sensibilidade de cada médico”, concluiu.

Trajetória

Achutti é formado pela Faculdade de Medicina (Famed) da Ufrgs. Foi professor visitante de centros ligados à Epidemiologia, Saúde do Adulto, Envelhecimento e Educação em Saúde em Londres, a convite do “British Council”. Entre os diversos prêmios recebidos estão: Primeiro Prêmio Nacional de Medicina e Saúde Pública, com a monografia “Avaliação de Cinco Anos do Projeto Fumo”, juntamente com Maria Helena Rosito e Ligia Kümel Louzada; Prêmio “Destaques Médicos 1988-1989”, conferido pela Associação Médica do Rio Grande do Sul, por serviços prestados à comunidade; Prêmio da Federação Mundial de Cardiologia (World Heart Federation) “World Cardiology Award”, recebido em 2002 em Sidney por ocasião da assembleia geral da instituição durante o Congresso Mundial de Cardiologia; e Prêmio Mário Rigatto Amrigs 2004, como personalidade atuante no controle do tabagismo.

Achutti também foi homenageado pela Sociedade Brasileira de Hipertensão durante seu XI Congresso realizado em Porto Alegre, em 2002, em razão de seu pioneirismo em Pesquisa Epidemiológica sobre Hipertensão Arterial no Brasil. Além disso, recebeu homenagem especial durante o 22º Congresso da Sociedade Brasileira de Cardiologia Pediátrica, como seu fundador juntamente com a médica Rachel Snitkowsky, em 1972.

O médico ainda foi membro do Grupo de Trabalho que elaborou o Projeto de Investigação sobre Prevenção da Febre Reumática em oito cidades da América Latina, sob o patrocínio da Organização Pan-Americana da Saúde, e foi responsável pela execução do projeto no Rio Grande do Sul e pelo relatório final de todo o projeto. Exerceu a coordenação geral do projeto de investigação “Vida e Morte de População do Rio Grande do Sul – A corte de 1978 revisitada”, e foi membro do Grupo de Trabalho que elaborou o projeto de investigação sobre Fatores de Risco em Sete Cidades da América Latina, sob o patrocínio da Organização Pan-Americana da Saúde, Programa Saúde do Adulto.

Desde 1986, Achutti é membro do Conselho Diretor da Unidade de Doenças Cardiovasculares da Organização Mundial da Saúde. Também integrou o Painel Científico da Sociedade Internacional e Federação de Cardiologia (atualmente World Heart Federation), na posição de “Chairman” do Comité de Prevenção da Febre Reumática e Doença Reumática do Coração de 1989 a 2000 e novamente em 2001. Foi consultor temporário da Organização Pan-Americana da Saúde e Organização Mundial da Saúde em diversas oportunidades, relacionadas com projetos de investigação e intervenção populacional, quase sempre ligados à saúde do adulto e/ou doenças cardiovasculares, e criador do Serviço de Cardiologia Pediátrica do Hospital da Criança Santo Antônio. Membro do Painel Assessor Internacional do ProCOR, fundado pelo Professor Bernard Lown (Prêmio Nobel de 1985), Aloyzio Achutti tem mais de cem trabalhos publicados na área de Medicina.

Texto: Lisie Venegas / Ascom – câmara municipal de Porto Alegre
Edição: Marco Aurélio Marocco – câmara municipal de Porto Alegre
Foto: Matheus Piccini

 

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