Vieira Reis

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Indicado pelo ministro da Pesca e Aquicultura Marcelo Crivella para assumir o comando da pasta recém-criada na cidade fluminense de Campos dos Goytacazes, o entrevistado desta semana detalha como pretende enfrentar a atual situação pesqueira da Região durante seu comando na Secretaria da Pesca e Aquicultura. Experiente, ele é conhecido por ter desempenhado um bom trabalho quando eleito deputado federal e, recentemente, como vereador no estado do Rio de Janeiro. Nesta edição, conheceremos mais sobre os próximos desafios do republicano Vieira Reis.

Entrevista

1.  Como surgiu a indicação do senhor para assumir a Secretaria da Pesca e Aquicultura em Campos dos Goytacazes?

V.R. – A ideia surgiu do próprio ministro Marcelo Crivella, quando assumiu o Ministério da Pesca e Agricultura. Ele viu a necessidade de alavancar a pesca no Brasil, começou a buscar pessoas que estivessem auxiliando o Ministério lá na ponta, que é no município. Não adianta ter um Ministério tão importante como o da Pesca e não termos, lá na ponta, secretários da Pesca que venham realmente trazer auxílio, pois os municípios precisam. O ministro Crivella buscou e achou em mim a condição de assumir a pasta da Pesca em Campos dos Goytacazes, que é um município onde a atividade pesqueira é muito grande, mas que estava abandonada.

2. Mas na cidade de Campos não existia essa Secretaria, como surgiu a criação da pasta?

V.R. – Sim, ela não existia, ela é recém-criada, completou um mês recentemente. Agora que estamos dando os primeiros passos. A pasta era apenas um setor dentro da Secretaria de Agricultura, ou seja, a Pesca ficava no finalzinho. Então, em uma reunião do ministro Crivella com a Prefeitura, ele sugeriu que a Secretaria da Pesca fosse criada no município e que eu fosse o indicado para ser o secretário.

3.  Quais desafios o senhor já tem enfrentado neste período?

V.R. – Temos um desafio muito grande como o da comercialização dos produtos. Hoje, o pescador é apenas um extrator do peixe, do produto considerado muito barato, que sai da cidade e vai para o lugar de beneficiamento em outro Estado. Porém, quando o produto retorna, ele volta muito mais caro. Outro desafio também é o caso dos pescadores artesanais, por exemplo. As embarcações deles são muito precárias e precisam de apoio. Temos também o problema do óleo diesel que é muito caro para eles.

4. Qual seria a solução para estes problemas?

V.R. – O Ministério da Pesca dispõe de um subsídio que pode ser oferecido aos pescadores, basta estar inscrito no Ministério. Com isso, eles poderão adquirir um combustível muito barato, chegando a 25% a menos no valor, por exemplo. Tudo isso nós iremos implantar na cidade de Campos e Região para facilitar o desempenho do nosso pescador. Estamos incentivando o desenvolvimento e fomentando a atividade pesqueira. Acredito que ela pode sair do artesanal – pesca não profissional – para a pesca industrial com qualidade e grande desenvolvimento.

5.  Como o senhor pretende incentivar a transição da pesca artesanal para industrial profissional?

V.R. – Através, por exemplo, da construção do grande terminal pesqueiro, que será um complexo logístico, o Farol-Barra do Furado. O complexo terá toda uma infraestrutura que dará condições para os pescadores de Campos e até aos que vem de fora. Teremos uma estrutura no nível de terminais de outros estados, como o de Santa Catarina, de Aracajú, de Sergipe e de outros que já estão bem avançados como lá na Bahia e em Belém do Pará. Nós não ficaremos atrás desses grandes setores pesqueiros, seremos um polo modelo para outras cidades.

 6.  E quanto às embarcações?

V.R. – Este é um tema agravante, pois a cidade de Campos é uma região visitada por muitas embarcações pesqueiras de outros municípios, elas são grandiosas e mais estruturadas. Para se ter uma ideia, em apenas um dia, esses barcos pescam o equivalente ao que é pescado por todos os nossos barcos no mesmo período. Então, o que nós queremos dar ao pescador de Campos é estrutura e condições de ele ter o seu barco também com as mesmas condições dos que vem de fora. E, para que isso aconteça, ofereceremos a eles a oportunidade de compra de nova embarcação com pagamento parcelado, através do Plano Safra da Pesca e Aquicultura.

7. Como tem sido a aceitação da população e da colônia dos pescadores com a chegada da Secretaria na cidade?

V.R. – Os pescadores estão em festa. Eles estão contentes porque a Secretaria vai trabalhar em conjunto com as colônias e associações de pescadores. A ideia é buscar neles mesmos as necessidades básicas para que possam desenvolver um bom trabalho. Buscamos a evolução e o crescimento também nas famílias, ou seja, a Secretaria será também um trabalho social, pois trabalharemos na reeducação do pescador.

8.  Já existe algum projeto em desenvolvimento?

V.R. – Sim, desenvolveremos cursos para o pescador aprender novas técnicas e também para sua família. Já que eles vivem exclusivamente da pesca, queremos fazer com que a família participe mais ativamente do trabalho. Trataremos com eles sobre os direitos na época do defeso, que é a época em que eles ficam parados, não conseguem pescar, como também, sobre a desburocratização para encaminhar as documentações e os critérios que precisam ser obedecidos pela legislação. Alguns pescadores não sabem como começar, por onde agir, como fazer para adquirir os seus direitos e muito menos como se beneficiar daquilo que a lei lhe permite por direito. Ou seja, em tudo isso a Secretaria vai auxiliar.

9. Para finalizar, para o senhor vestir a camisa do 10 é…

V.R. – É uma questão de honra, é um privilégio, já que o PRB é um partido sério, que tem dado a sua contribuição no avanço do Brasil. O PRB é um partido que pensa no povo, que pensa no bem comum de todos. Então, ser 10 é ser PRB.

 

Por Jamile Reis – Comunicação Nacional PRB

Fotos: Douglas Gomes

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