Silvia Cerqueira

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Conselheira Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Silvia Cerqueira também comanda a pasta da Superintendência Federal da Pesca e Aquicultura no estado da Bahia, além de presidir o movimento social PRB Mulher baiano. Conhecida por combater há mais de 30 anos qualquer modalidade de discriminação, a nossa entrevistada revela o segredo do empoderamento da mulher. Para ela, a receita  é aliar a sensibilidade à competência, ao conhecimento e à ponderação.

 

Entrevista

 

1- Como você classificaria a participação feminina na política atualmente?

S.C. –A participação e atuação das mulheres na política, e em todas as areas, vêm crescendo cada vez mais. Contudo, essa trajetória decorre da luta feminina que vem sendo travada há muitos anos e, para tanto, foi necessário o sacrifício e morte de muitas para que hoje pudéssemos ocupar espaços historicamente masculinos. Grandes mulheres construíram esta trilha a exemplo de Maria Olympe Du Gouges que desde 1748 já defendia na França o Direito á Igualdade, o divórcio, ela também criou o clube feminino e elaborou a primeira Declaração dos Direito das Mulheres e da Cidade. Nesta linha é importante enfatizar que Nísia Floresta também em 1810 com apenas 22 anos traduziu Mary Wollstonecraft, que escreveu “Vindication of the Rights of Women”, passando pelo episódio da fábrica Cotton em New York, 1859 quando 129 operárias foram queimadas por reivindicarem melhores condições de trabalho, cuja visibilidade para esse fato foi dada pela primeira marcha das mulheres socialistas em 1910 sob o comando da alemã Clara Zetcham, passando pelo direito ao voto em 1932 e a eleição da primeira prefeita no Brasil a potiguar Alzira Soriano.

Hoje, ainda enfrentamos muitas dificuldades para ampliarmos essa participação por vários fatores, dentre eles, a cultura de que política e mulher não combinam, numa concepção de que o poder é eminentemente masculino e, por isso, nesse espaço as mulheres não devem estar. Porém, as mulheres empoderadas, a exemplo da Presidenta Dilma Rousseff, vem provando cada vez mais que “Sim, nós Podemos” demonstrando através da sensibilidade, competência, conhecimento e ponderação que somos capazes de exercê-lo sem masculinizá-lo.

 

2- Qual a sua opinião sobre o fato de o presidente nacional do PRB, Marcos Pereira, ter a iniciativa de confiar às mulheres a indicação para assumir cargos importantes?

S.C. –Acho fantástico porque se não encontrássemos homens sensíveis e com visão de expansão e desenvolvimento que acreditasse no potencial das mulheres como o nosso Presidente Marcos Pereira, não teríamos a oportunidade de provarmos para a sociedade as nossas competências. Além do mais, quando ele confia altos cargos às mulheres na estrutura de poder ele possibilita não só o crescimento do partido mais de toda a sociedade, demonstrando a necessidade de que estejamos partilhando do poder de forma equânime, inclusiva e visível.

 

3- Como é lidar com o desafio de representar o Ministério da Pesca e Aquicultura no seu Estado?

S.C. –É um grande desafio, mas Deus nos dá a disposição necessária para enfrentarmos as nossas rotinas. É importante salientar que hoje no Estado da Bahia temos a responsabilidade de promover, executar e implementar ações e políticas públicas, visando  garantir o exercício da pesca assegurando a paz,  segurança e o bem estar de mais de 120 mil pescadores.

 

4-Por ser mulher, você teve dificuldades de comandar um meio que, geralmente, é de maioria masculina? Conte-nos um pouco de sua experiência.

S.C. –Olha, por incrível que pareça no meu caso estou vivendo a inversão dessa lógica. Alguns sinais são muito perceptíveis. No universo da pesca da Bahia, por exemplo, temos aproximadamente mais de 63 mil marisqueiras, pescadoras e catadeiras de carangueijo e elas são muito solidárias, além do que, nos lugares onde vou encontrá-las as manifestações são de muito apoio, inclusive dos homens. Minha interlocução tem sido muito verdadeira, tenho passado para todos eles as dificuldades. Assim como o ministro Marcelo Crivella, eu também não sei pescar, nem tampouco colocar uma minhoca no anzol, mas conheço a simplicidade e muito bem o que é defender a dignidade da pessoa humana. Esse é o tom do meu diálogo.


5- E o que você destacaria em seu trabalho como Superintendente da Pesca?

S.C. –O estreitamento e crescimento da relação entre a Superintendência e os pescadores, marisqueiras, catadeiras de carangueijos e pescadoras; bem como com os órgãos parceiros governamentais e não governamentais. Atendemos a todos que chegam à Superintendência sem precisar agendar desde que estejamos no gabinete. Bem como os servidores, pedindo apenas que nos aguarde se puderem, caso não estejam agendados. Nós só saímos após atender o último pescador e/ou entidade do segmento pesqueiro.

 

6- Quais as metas que a Superintendência se comprometeu para ajudar a alavancar o crescimento do setor pesqueiro no Estado?

S.C. –Hoje a nossa grande meta é fazer acontecer o Plano Safra das Águas no Estado da Bahia, desafio lançado a nós pela presidenta Dilma Rousseff e o pelo ministro Marcelo Crivella, que seguramente passou a ser a nossa missão. O nosso compromisso é aumentar o máximo possível o consumo e a produção da pesca na Bahia. Como também, melhorar a vida das pescadoras e pescadores implementando ações com parceiros de órgãos governamentais, seja no aspecto pessoal focado para a saúde dos integrantes do seguimento, seja sob o aspecto profissional, dispensando uma maior assistência técnica para o manejo do pescado e a sua própria criação. Ainda, queremos buscar melhoria na área de educação e moradia, através de projetos novos e dando continuidade aos bons projetos já existentes.

 

7- Como tem sido trabalhar com o ministro Marcelo Crivella?

S.C. –Um valoroso aprendizado com muita ação, mas, com muita ponderação e valorização sempre às coisas boas deixadas, porém sem perder a perspectiva de construir uma história não apenas de mudança, mas de transformação da pesca no Brasil.

 

8- Para você, o que destaca o PRB do atual cenário político brasileiro?

S.C. –A sua forma diferente de fazer política, respeitando de fato os princípios republicanos. É simples, o PRB quando foca na juventude todos ouvirão a sua voz, ele tem uma política clara de inclusão da juventude. Na mesma linha, a visibilidade de acesso às mulheres e aos negros. O respeito ao meio ambiente e etc. Nossos parlamentares não se comprometem com aquilo que não podem fazer, atuamos com a verdade e nós do PRB pugnamos sempre pelo respeito às liberdades. Asseguramos o exercício da democracia, o respeito à igualdade e buscamos, incessantemente, a felicidade de todas e todos os cidadãos brasileiros.

 

Por Jamile Reis

Foto: Douglas Gomes

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