George Hilton

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Não foi surpresa nenhuma a escolha do nome de George Hilton (MG) dentro do rodízio de líderes do PRB na Câmara para ser o interprete, porta-voz e representante das expectativas da bancada republicana em 2013. Para um ano que promete fortes discussões em temas como a reforma política, nada melhor que um negociador hábil, mas comprometido com os ideais que cercam o partido.  Humilde, afirma que substituir Bulhões é um desafio. Ousado, reconhece em si certa dose de predestinação, mas não a dos que nascem para as conquistas, e sim “a dos que acreditam no valor do sacrifício em cada vitória, mesmo as que aparentem ser pequenas”.  Hilton promete ser um bom ouvinte e estar sempre aberto ao dialogo, desde que não tenha que  abrir mão da diretrizes que acredita formarem o ser republicano e que são as responsáveis pelas inúmeras vitórias que o partido vem obtendo.

 

Entrevista 

 

1 – Ser presidente do partido em um dos estados mais influentes da federação, administrar o próprio mandato, ser um dos representantes do parlamento brasileiro no Mercosul  e ainda ser líder da bancada republicana. O senhor não teme que o tempo seja pouco para tantos desafios?

Minha vida sempre foi motivada pelos desafios. Eu fui para o Mercosul quando ninguém acreditava  que eu pudesse ir para o Parlasul. Eu conquistei em um primeiro ano de meu primeiro mandato espaços que um parlamentar novo leva mais tempo. Estou tendo agora a felicidade de liderar uma bancada de extrema qualidade. Em Minas, quando deputado estadual, foi a mesma coisa, fui para a mesa diretora da Assembleia Legislativa estadual, assumi a presidência estadual do partido… Sempre com a responsabilidade enorme de atender às expectativas depositadas pelos grupos e eleitores que me alçaram a essas condições. Esse é o desafio. Superar-se de forma a não desapontar quem acredita em você.

 

2 – O senhor diria que George Hilton é um  predestinado?

(Risos)…Eu diria que sou predestinado não porque nasci para vencer, mas porque aprendi a compartilhar a vitória e entendê-la como um processo de crescimento e não um fim em si mesma. Sou um predestinado porque tive desde o início da minha existência uma escola que me ensinou que a menor distância entre a coisa que você deseja e a conquista desta é o sacrifício por ela. Nesse aspecto sou um predestinado, por ter aprendido cedo  o valor de cada uma das vitórias, mesmo as aparentemente pequenas.

 

3 – Quais sãos as perspectivas do senhor ao assumir a liderança do partido em uma sessão legislativa que promete ser complicada porque antecede o ano eleitoral de 2014?

Em primeiro lugar tenho que lembrar que já é um desafio muito grande substituir o Antônio Bulhões, que fez um trabalho de liderança reconhecido por toda a bancada e outros partidos. Basta dizer que Bulhões foi um dos poucos lideres que começou e terminou seu período de liderança com a simpatia de todos os colegas, inclusive de  partidos bem distantes no espectro ideológico. Isso significa dizer que ele não deixou ranhuras, o que é muito comum em um processo de liderança. Nesse sentido ele foi o que eu acredito que seja fundamental em um líder. Não quem indica o caminho, mas quem vai na frente. Então, sem dúvida, vai ser um desafio muito grande manter as conquistas e a qualidade do dialogo como ele realizou e, sobretudo, buscar inovar. Eis uma palavra que gosto de usar em meu dia a dia. Acho que não basta renovar, substituir o Bulhões. Mas é preciso inovar. Observe que Bulhões assumiu a liderança em substituição a Vitor Paulo, um parlamentar que foi imprescindível na construção do partido.  Bulhões deu continuidade e procurou superar as expectativas. Então, eu devo continuar a buscar essa trajetória de crescimento e consolidação do partido. Eu quero fazer mais e as expectativas é de que quem me substitua ainda faça mais do que eu vou fazer.

 

4 – Para o senhor quais as principais preocupações do partido em 2013?

O encerramento desse ano legislativo foi marcado pela chegada da reforma política. Acho que ela esta mais próxima  do que a gente imagino. O cenário é que ela comece a andar. Não acredito que ela será concluída, mas a tendência é que ela seja definitivamente alçada a ordem do dia. Das outras vezes, ela era lembrada, mas sequer era efetivamente discutida. Hoje, já temos um relatório. Há divergências sobre seu conteúdo, mas ele é uma base para AS discussões. Esse relatório vai passar ainda por transformações. Seu próprio relator admite que o relatório não é completo, carecendo ainda de ideias. Mas só o fato de termos um relatório já um grande avanço. Nós pensamos que o grande desafio de 2013 será estabelecer as diretrizes dessa reforma. Esse será o norte da minha da liderança: levar o PRB a ter uma participação significativa, que seja condizente com a importância de nosso partido e que seja uma caixa de ressonância das expectativas de quem votou em nós para darmos início a essa reforma política.

 

5 – O partido é da base do governo, tem inclusive um ministro, mas já mostrou que tem uma personalidade própria, não se submetendo a posições de subserviência. Nesse sentido, a bancada vai continuar a ter essa posição, já existe algum ponto onde o senhor veja maior distensão ou tensão dentro da base governista.

Nós vamos continuar a ser base de apoio da presidente Dilma. Entendemos que ela faz um governo de avanços.  Mas também entendemos a responsabilidade que o PRB tem com os eleitores, como representante da sociedade brasileira.  E aquilo que for bom para essa sociedade, que for bom para o povo, que signifique o resgate de nossa cidadania, o desenvolvimento social e econômico de nossa população, terá nosso apoio incondicional. Ainda que isso implique em contrariar os interesses do governo. Ou seja, como um partido que tem sua base fundamentada no respeito à coisa pública e no resgate da cidadania, nosso compromisso é com a preservação dessa coisa pública e com o povo e não com o estado ou com o poder.

 

 6 – Quais as expectativas do senhor com relação às próximas eleições?

As melhore possíveis, diante do fato de que o PRB está mostrando um crescimento consciente, sem pés de barro. Estamos, na medida em que  nossas propostas são mais conhecidas e que nossa postura frente aos cargos e funções publicas assumidos se tornam mais divulgada e aprovada, galgando cada vez mais pontos na credibilidade de nossa população. O PRB veio para ficar e hoje todas as siglas sabem disso. Quanto mais praticamos o jeito republicano de administrar o estado e gerenciar a política, mais seremos reconhecidos como dignos representantes da nossa população. E com isso, virão novos votos de confiança e mais responsabilidades que não tememos assumir, consolidando uma espécie de ciclo vicioso bom para a política e para o País.

 

7 – Seriam essas as causas do crescimento republicano nas últimas eleições?

Exatamente. Observe o que houve em Minas, por exemplo, onde conseguimos vitórias importantes como na cidade de Montes Claros, na qual mostramos que poderia haver uma nova forma de fazer política e rompemos uma tradição história de polarização entre duas maneiras já consideradas envelhecidas de administrar a cidade. Veja o crescimento de nossos quadros no estado de Minas em particular, mas em todo o Brasil, isso é uma demonstração clara de que estamos fazendo as coisas da forma certa. Nem tão rápido que demonstre afoiteza, nem tão devagar que demonstre leniência.

 

8 – O que podem esperar a bancada e seus pares no congresso da “liderança à George Hilton”?

Responsabilidade.  Capacidade de ouvir e de negociar e muito, muito respeito a todas as divergências.

 

9 – E os eleitores?

Coerência com tudo que prometi e afirmei em minha campanha. E a busca incessante por fazer valer cada voto depositado em meu nome.

 

Por Paulo Gusmão – Comunicação Nacional do PRB

Foto: Douglas Gomes

 

 

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