Coronel Ramalho

25_02_13_entrevista_da_semana_vice_prefeito_de_ipatinga_coronel_ramalho

 

Parece que um furacão passou por Ipatinga, e deixou uma cidade que já foi referência em vários indicadores sociais do País, como saúde bucal e orçamento participativo, em um estado de quase penúria.  Começo do ano eletivo atrasado, dívidas astronômicas. Um caos. Mas bons tempos trouxeram mudanças. Entre elas, a eleição do vice-prefeito Alfredo da Silva Ramalho, o Coronel Ramalho, que pela primeira vez na história da cidade vai acumular a função de segundo comando do Executivo local com uma Secretaria, a de Segurança e Convivência Cidadã. Com uma mensagem de otimismo e confiança, o republicano Coronel Ramalho prevê dias melhores para a cidade do Vale do Rio Doce, em Minas Gerais.

1 – O que levou o senhor a se candidatar a vice-prefeito

Coronel Ramalho –Nossa história começa no PRB quando lançamos uma pré-candidatura a prefeito. Após esse momento, diante das necessidades de viabilizarmos um projeto que assegurasse a mudança em Ipatinga e possibilitasse nosso crescimento local, estabelecemos uma aliança, na qual optamos por ficar com a Vice-prefeitura.

 

2 – Qual a meta do senhor agora, com a vitória nas eleições?

Coronel Ramalho –Nossa principal meta é fazer o partido crescer. Estamos recebendo um forte apoio do deputado estadual Carlos Henrique (PRB) e de nosso presidente regional, o deputado federal George Hilton. A nossa perspectiva é fortalecer o partido para que tenhamos condições de elegermos vereadores em Ipatinga em 2016. Dessa vez, nós abrimos mão de lançarmos, por exemplo, a minha candidatura a vereador porque estamos dispostos a fazer parte da aliança e da administração de Ipatinga.   A expectativa é de construir uma chapa de tal sorte que saiamos em 2016 com um número grande de vereadores, de forma a não precisar de coligação. Não sabemos se com a reforma política vai prosseguir a possibilidade de coligações. Se prosseguir, podemos fazer. Se não, estaremos preparados para enfrentar o pleito sozinhos. Com a ambição de fazer pelo menos dois vereadores em 2016. Ao mesmo tempo, estamos pensando em fortalecer o partido em Minas, a nível estadual e federal.

 

3 – Como o senhor avalia a campanha recente?

Coronel Ramalho – Nosso mote foi o da reconstrução da cidade. Ipatinga estava desorganizada, falida, um caos. O marido de nossa prefeita eleita, o Chico Ferramenta foi praticamente quem construiu a cidade, nos três mandatos que exerceu. Por exemplo, todas as escolas foram construídas na gestão Chico. E nos oito anos que o grupo de Chico esteve fora, não houve avanço. Então, viemos com a marca de trazer de volta um projeto que teve excelência e foi aprovado. E como o PRB se encaixa nisso? No meu caso, por exemplo, eu, como coronel da Polícia Militar, vivi de perto a questão da segurança pública, da disseminação do crack, do crescimento da população de moradores de rua. Problemas que explodiram na cidade durante os últimos oito anos. Este é um dos aspectos que trabalharemos com prioridade: a questão da cidadania, inclusive com uma Secretaria própria. Foi essa sensibilidade que a cidade precisa, com a experiência de quem já fez, que nos permitiu obter mais de 60% dos votos nas urnas.

 

4 – Qual a sua prioridade na administração de Ipatinga?

Coronel Ramalho – Inclusão, Educação Integral, geração de renda.

 

5 – Como está a relação com a Câmara de Vereadores?

Coronel Ramalho –Apesar de não termos vereadores republicanos, na composição da Mesa Diretora acabamos agregando o bloco dos independentes. Dos 19 vereadores, fizemos oito (a coligação), mas consegui agregar 14 com os independentes. Somente cinco vereadores podem ser considerados de oposição à nossa proposta.

 

6 – E a formação do secretariado? Quais as perspectivas?

Coronel Ramalho –Estamos com um projeto de lei de reforma administrativa em tramitação na Câmara Legislativa que prevê a criação de uma Secretaria de Segurança e Convivência Cidadã.  Devo assumi-la. Essa vai ser a primeira vez que um vice-prefeito assume uma Secretaria. Isso fortalecerá o PRB. O recado é mobilização completa. Ipatinga está sofrendo. Não conseguimos começar as aulas dentro do calendário normal por causa dos problemas deixados pela gestão anterior. Ipatinga enfrenta uma grave epidemia de dengue, frente a qual precisamos de medidas de emergência. Uma dívida instalada de mais de 250 milhões, sendo que a cidade hoje tem uma estimativa de caixa de 45 milhões mensais, dos quais 18 milhões vão para uma folha inchada. São vários desafios, mas a mensagem, da prefeita Cecília Ferramenta foi de envolvimento total e participação geral para resolver esses problemas.

 

7 – Diante desse quadro, qual a mensagem que o senhor deixaria para a população da cidade?

Coronel Ramalho –Otimismo. Estamos satisfeitos por poder montar uma equipe tão competente, tão preparada e compromissada. A prefeita dá liberdade de trabalho. Assim, em breve poderemos voltar a ver Ipatinga referência como já foi no passado em vários pontos. Por exemplo, em primeiro lugar no Brasil em Saúde Bucal, referência em orçamento participativo (tendo inclusive apresentado trabalhos sobre o tema na Universidade de Harvard nos EUA), primeiro lugar no Brasil em saúde da criança, na fase pré-natal.  Então, o recado que deixo é de confiança!

Por Paulo Gusmão e Helen Assumpção

Foto: Douglas Gomes

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