Conheça o novo presidente da Fundação Republicana Brasileira, Paulo Cesar Oliveira

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Natural de Rio de Janeiro capital, o carioca Paulo Cesar Oliveira é filho de pai português naturalizado brasileiro e mãe brasileira. Aos 48 anos, traz uma bagagem pessoal e profissional agregadora. Casado há 23 anos com Maria Auxiliadora, já viveu com a família durante 11 deles em países como África do Sul – onde nasceu sua filha Daniele, de 20 – Angola, Zambia e Zimbabwe. No continente africano desenvolveu a maior parte de seus trabalhos de arquitetura – sua primeira formação superior.

Ao voltar para o Brasil, integrou os quadros do Partido Republicano Brasileiro (PRB) e especializou-se em Administração Estratégica, Gestão Estratégica de Custos e Gestão de Empreendimentos. Tornou-se diretor financeiro e administrativo da Secretaria da Pesca e Aquicultura de Campos dos Goytacazes (RJ) e, mais recentemente, exerceu a função de secretário municipal de Desenvolvimento Econômico de Duque de Caxias (RJ). Devido sua atuação constante, foi integrante da comissão executiva do Fórum Nacional dos Secretários Municipais e vice-presidente do Fórum Regional de mesmo nome, representando 13 municípios da Baixada Fluminense.

Entre suas maiores alegrias, a família está em primeiro lugar. Perguntado a respeito de alguma curiosidade sobre sua vida, orgulha-se em dizer que é flamenguista nascido e criado no bairro Quintino Bocaiúva – o mesmo do craque de futebol, e atual treinador, Zico (popularmente conhecido como “o Galinho de Quintino”).

Empossado pelo presidente nacional do PRB, Marcos Pereira, em 25 de fevereiro, Paulo Cesar assumiu a Fundação Republicana Brasileira (FRB) para o mandato de 2015 a 2017. Em entrevista, o líder fala sobre suas experiências pessoais e profissionais, ideias e primeiras atuações no comando da instituição.

FRB – Como se deu seu primeiro contato com a Fundação Republicana Brasileira?

Paulo Cesar Oliveira – Inicialmente, eu sabia da existência da FRB, mas não tinha muitas informações a respeito. Quando estive com as lideranças do partido houve o interesse, procurei me aprofundar mais e conhecer o trabalho, o estatuto, os objetivos, as diretrizes. Tomar esse conhecimento foi muito importante, pois a partir daí me apaixonei pela Fundação.

FRB – Qual foi sua reação ao ser eleito para o cargo e também, ao saber que teria que vir para Brasília, para presidir a instituição?

PC – A mudança já faz parte da minha vida, da minha rotina. Então vir do Rio de Janeiro para Brasília não foi um fator de dificuldade, me coloquei à disposição. Quando meu nome foi cogitado para o cargo já foi motivo de alegria. Ter sido eleito então, foi melhor ainda, claro. Me senti muito honrado com a escolha, ainda mais em relação à importância dentro do partido, no contexto da Fundação. Eu entendi que seria uma grande responsabilidade assumir este trabalho.

FRB – Quais experiências de arquiteto podem ser aproveitadas na presidência da FRB?

PC – O segredo do sucesso começa com um bom planejamento. Primeiro você tem que sonhar. Todo projeto de arquitetura nasce de um sonho. Como Brasília, por exemplo, que era uma terra vazia até 1960 e um dia alguém sonhou, várias pessoas se agregaram àquele sonho e planejaram a construção da cidade, como Juscelino Kubitschek, Oscar Niemeyer, Lúcio Costa, entre outras. Tudo nasceu do nada, por meio do planejamento. Na profissão de arquiteto, de engenheiro civil, você pega um espaço vazio e ali idealiza um projeto, planeja, coloca no papel e programa a execução.

O PRB também trabalha nessa linha de raciocínio: existe um projeto, que está sendo colocado no papel, planejado, executado, e a Fundação Republicana faz parte disso, tem contribuído diretamente por meio de suas atividades. O resultado das Eleições de 2014, por exemplo, foi fruto de um sonho da militância e do presidente nacional do partido, Marcos Pereira, do qual todos participamos. Acredito que a formação de arquiteto pode somar desta forma.

FRB – Quais experiências como diretor financeiro e administrativo da Secretaria da Pesca em Campos, e também como secretário municipal de desenvolvimento econômico de Duque de Caxias serão fundamentais para sua gestão?

PC – Trabalhar no âmbito municipal me propiciou alguns desafios. O maior deles foi a questão do nível partidário, do relacionamento com o governo para conseguir atender à população. Querer executar algo e não realizar por circunstâncias alheias à minha vontade foi mais complexo de contornar. Mas não se faz política sem boa articulação. Você cria os caminhos, pois nem sempre eles estão prontos. É preciso conquistar espaço para buscar políticas públicas de qualidade. Vi dificuldades e oportunidades. A possibilidade de trabalhar parcerias, trocar experiências foi muito positiva, como quando integrei a executiva do Fórum Nacional de Secretários Municipais e pude também representar os municípios da Baixada Fluminense.

Acho que podemos trazer boas experiências e políticas públicas para nossa militância e para o Brasil como um todo. A pasta de desenvolvimento econômico, por exemplo, é muito abrangente. Pude ter contato com vários segmentos, como pescadores, empresários, sociedade civil. E percebi que em todos eles existe um clamor. Todos sentem ausência do poder público, se ressentem de políticas públicas inexistentes para aproximar o cidadão do poder municipal. O poder público não pode estar longe do povo. Como republicanos, essa é uma tarefa que precisamos abraçar. Temos que estar próximos do povo e certamente trarei isso para a minha gestão.

FRB – Qual a sua expectativa para o trabalho que será desenvolvido durante esse biênio (2015/2017)?

PC – Minha expectativa é a melhor. Temos vários objetivos. Precisamos integrar nossos representantes em cada estado da Federação, conversar com os presidentes estaduais e municipais do partido. É importante integrá-los ainda mais, trocar experiências, propostas, sugestões. Precisamos de uma interação a nível estadual e nacional. A proposta é que a Fundação faça essa interlocução a nível de Brasil. A partir daí buscaremos contatos com os órgãos públicos, norteando ações e formas eficazes para que nossos representantes possam trabalhar pelo povo. Queremos trazer mais pessoas, que não necessariamente tenham envolvimento com o partido, mas queiram fazer parte das atividades desenvolvidas pela Fundação. Muitos têm se identificado com o trabalho e vão querer fazer parte deste sonho. O que procuramos agora é expandir. E os resultados vão aparecer naturalmente.

FRB – Como resumir o trabalho da FRB? Qual a importância das atividades desenvolvidas?

PC – A Fundação Republicana Brasileira não existe simplesmente para o cumprimento de uma exigência legal, ela é atuante. E tem, sem dúvida, contribuído para o crescimento do partido e para a sociedade, como um todo, por meio dos cursos de capacitação e todas as atividades. Precisamos continuar abrindo este espaço para debate.

FRB – Existem novas propostas para o trabalho?

PC – Nossa intenção é estar mais perto da população, levar as propostas do partido e o trabalho da Fundação. Desta forma, vamos trabalhar no entorno do DF e nos estados nos quais a FRB ainda não esteve, levaremos nossos cursos. Estaremos perto do povo e, as demandas ali encontradas, se tornarão propostas de políticas públicas. Também criaremos novos cursos e projetos.

FRB – Qual sua primeira atitude como presidente?

PC – Uma das principais ações estratégicas que pretendo realizar é a divulgação interna da FRB, o endomarketing, para que possamos fortalecer nosso relacionamento institucional. O trabalho externo é consequência do interno. Então vamos trazer mais pessoas, que ainda não conheçam o trabalho, e possam contribuir com o desenvolvimento.

FRB – Nos 11 anos vivendo em vários países do continente africano, do que sentiu mais falta do Brasil?

PC – Senti muita falta de parentes e amigos, naturalmente. Mas a experiência de ter contato com outra cultura foi muito importante. Chegamos à conclusão que precisamos melhorar muito e claro, também temos coisas boas a compartilhar. Nós, brasileiros, somos um povo maravilhoso, trabalhador, solidário. Mas também aprendi muito na África. A alegria do povo africano é admirável. Durante esse tempo fora pude exercer mais plenamente a profissão de arquiteto, mas também me ative as questões da cidadania local, como funcionava.

Precisamos fazer um trabalho educacional muito forte no Brasil, que fortaleça a cidadania e a valorização do país. Precisamos abranger o contexto de nação, que deve ser contrário aos interesses pessoais. O cidadão comum acaba contribuindo para a corrupção, por exemplo. E apenas a educação pode mudar isso. A colonização trouxe aspectos positivos e negativos para o Brasil, como acontece em qualquer lugar. Isso não é uma coisa que vai se resolver da noite para o dia. Então temos que acreditar que podemos fazer algo de bom para o país, de diferente.

Seria interessante se todo brasileiro pudesse ter a experiência de morar em outro país por um tempinho. Aprendemos a amar o Brasil e aproveitar a liberdade que temos com essa visão de fora. Lá as leis são diferentes, os valores são diferentes e nos ajudam a valorizar o calor humano do Brasil, estar em nossa própria terra. Existem países que se dizem democráticos, mas não são. E aqui, temos uma liberdade mais ampla que em vários lugares do mundo.

FRB – Alguma experiência importante da sua vida pessoal que queira compartilhar? Qual fase foi decisiva e contribuiu para acontecimentos de sucesso profissional?

PC – Tudo se baseia na família. Meu pai é português naturalizado no Brasil. Minha mãe é brasileira. Mesmo sem muito dinheiro, tive educação bem estruturada, rígida, que me criou valores, me deu um norte. Tive uma base sólida. Houve problemas sim, que foram vencidos, ultrapassados. Estou casado há 23 anos e trago esses valores para a minha família. Sei a importância que a família tem, ela é tudo na vida de uma pessoa, nos traz uma bagagem grande de experiências, que podem ser compartilhadas. Falo como pai, marido, filho.

Para formar cidadãos é impossível não pensar na importância da família. Hoje a sociedade quer quebrar o valor familiar. Quem cresce sem essa base tem uma lacuna a preencher. A ausência das referências é o que faz as pessoas se perderem. Me sinto privilegiado por ter tido referências. E hoje, quero ser referência, poder ajudar. Todos podem ser referência, seja num bairro, cidade, estado ou país. Basta querer. Quando falamos em sonho, por exemplo, parece distante conseguir concretizá-lo. Mas existe um provérbio chinês que diz que “Uma jornada de duzentos quilômetros começa com um simples passo”. E é nisso que o partido e a FRB acreditam. Precisamos de pessoas que também acreditem nesse sonho e façam parte dele. Quem quiser se juntar a nós será muito bem-vindo.

Texto: Suellen Siqueira /  Ascom – FRB
Foto: Roberto Ribeiro

 

 

 

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