Álvaro Garnero

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O empresário e apresentador de TV Álvaro Garnero concedeu entrevista ao PRB São Paulo para falar da sua filiação ao partido, dos projetos de turismo e da possibilidade de concorrer a deputado federal em 2014. Ele também contou um pouco da sua experiência adquirida ao longo dos anos, sobretudo daquilo que aprendeu com o programa 50 por 1, que é exibido pela Rede Record há sete anos. Garnero mostrou-se animado com este novo projeto e citou o ex-vice-presidente do Brasil e fundador do PRB, José Alencar, como exemplo de empresário que serviu ao País.

 

Entrevista

1- Como surgiu esse interesse com a política, em se filiar a um partido? Isso já estava na sua cabeça há algum tempo?

A.G. – Eu tenho um pouco de política no sangue. O presidente (George) Bush sempre dizia isso do meu pai, que sempre foi um admirador e conhecedor da política desde a época da transição do Tancredo (Neves) com o João Figueiredo, na época que ele trouxe Ronald Regan para o Brasil. Ou seja, ele sempre teve esse lado político, empresarial, visando vender a imagem do Brasil, e faz isso até hoje, é grande embaixador a custo zero para o país.

2- Mas o que de fato fez você se filiar ao PRB? Conhecia alguém do partido?

A.G. – Essa ideia de política surgiu porque sou muito amigo do presidente nacional do partido, Marcos Pereira, e estou à frente do programa 50 por 1, na (Rede) Record. Passamos por 92 países, 2.900 experiências e tem repercussão muito boa. Através deste programa comecei a olhar o Brasil de uma forma diferente, com toda sua potencialidade.

3- Houve algum estímulo da parte do presidente Marcos Pereira?

A.G. – Em uma visita a Brasília, para ver um projeto particular de entretenimento, conversei com o Marcos ele me disse que eu tenho um tato para política, me expresso bem, minha família tem uma grande importância no Brasil, meu avô foi um grande empresário que sempre vendeu a imagem do Brasil para os estrangeiros. Ele falou que eu poderia agregar muito na parte do turismo, para fazer do Brasil um país melhor, seguindo o lema do partido.

4- O Brasil ainda é deficitário em comparação com outros países quando o assunto é turismo?

A.G. – Eu já gravei nos 27 estados, cada um com sua gastronomia, seu sotaque, sua cultura, sua dança, enfim, mas o Brasil é impressionante e eu fico de boa aberta ao ver a Argentina receber mais turísticas que nós. Estamos falando de seis milhões e meio de turistas por ano. É muito pouco. Nós temos de tudo aqui, praias, parques, desertos, tudo o que você possa imaginar, e em números o turismo representa menos de 5% do PIB nacional.  Compare com outros países: Itália,12%; França, 14%; Espanha, 17%; ou seja, tem um potencial de crescimento aqui muito importante.

5- Que exemplos de atrativos no Brasil você citaria?

A.G. – Nós temos mais de 115 parques, sendo que só quatro têm ajuda da iniciativa privada, que são Tijuca, Abrolhos, Iguaçu e Fernando de Noronha. Estive um parque em Minas Gerais, na Serra do Cipó, e fiquei encantado, até disse isso ao governador na época que aquilo é uma maravilha e não recebe muitos turistas porque faltam investimentos.

6- A sua entrada na política tem a ver com você querer, digamos, profissionalizar a exploração do turismo no Brasil?

A.G. – Estive recentemente em Roma e conversando com o taxista ele desabafou: estamos sofrendo aqui, 90% da economia de Roma é voltada ao turismo. Ele até brincou: “se o papa fosse brasileiro, para nós seria até melhor”, porque ele sabe que os brasileiros gastam. Foram os brasileiros que salvaram Miami no setor imobiliário, hoje estamos em segundo lugar no ranking de gastos nos Estados Unidos, perdendo só para os chineses. Aí você me pergunta, “mas é mais barato ir pra Miami do que para Alagoas”, por exemplo. Os voos regionais no Brasil são muito caros, precisamos desenvolver as companhias áreas regionais. Se eu fosse o governo, dava algum subsídio ou incentivo para essas companhias.

7- Algum político o inspira?

A.G. – Eu falei para o presidente Marcos sobre as razões de me filiar ao PRB. A primeira é a lealdade, outra é que o político que eu sempre admirei é José Alencar, fundador do partido. Foi o melhor vice-presidente que o Brasil já teve, sem desmerecer o (Michel) Temer, ele veio de um setor empresarial, oposto do Lula, e a união dos dois funcionou muito bem. O papel do José Alencar na política foi algo que teve um peso muito grande na minha decisão.

8- Ele inclusive disse numa de suas últimas entrevistas… (interrompeu a pergunta)

A.G. – Sim, sua última entrevista com o Paulo Henrique Amorim foi uma das mais emocionantes que eu já vi, quando ele falou a célebre frase “não tenho medo da morte, tenho medo da desonra”. Ele era um empresário que não precisava se misturar com a política, mas veio para agregar, e agregou.

9- Você também poderia ter ficado na zona de conforto se quisesse, com o programa e as empresas.

A.G. – Veja, com relação à política, não estou confirmando que vou sair candidato. Eu me filiei a um partido que acredito. Sempre disseram que meu pai e meu avô têm uma agenda de ouro, nós temos amizades no mundo todo, o que de fato pode ajudar a estabelecer parcerias para movimentar o país. Na conversa com o presidente Marcos eu disse que, se fosse me candidatar, seria com o PRB, e assim o fiz.

10- Então você está afirmando que pode se candidatar a deputado…

A.G. – A gente tem que estudar um projeto. Se for só pra ter a carteira de deputado no bolso prefiro ficar fazendo meu programa, que é o que eu gosto. Vou começar agora uma nova temporada com o tema ‘Águas’ para mostrar as belezas naturais, lagos, cachoeiras, parques enfim, tudo envolvendo água. Inclusive vou visitar o ministro (da Pesca e Aquicultura) Marcelo Crivella, que está com o projeto Plano Safra de R$ 4 bilhões para investir, não no extrativismo, mas na aquicultura, ou seja, na produção dos peixes de forma sustentável. Como o Brasil com tanta água produz tão pouco peixe?

11- Mas e a candidatura, pode acontecer?

A.G. – Você sempre tem que ter uma meta, um foco. Se eu for sair como (candidato a) deputado federal será para trabalhar em um projeto efetivo de parques do Brasil, e não só para falar que sou deputado.

12- Então você já pensa nos projetos que poderia desenvolver como deputado?

A.G. – O turismo é um ramo automático, tenho uma base sólida neste campo, é um tema que corre no meu sangue. Não acho possível o Brasil receber apenas seis milhões de turistas enquanto Cuba recebe o triplo. Metade destes turistas vem só para o Rio de Janeiro e Foz do Iguaçu, sendo que nós temos o Nordeste, o Pantanal na temporada de água cheia, a Amazônia, os parques do Mato Grosso, enfim, se eu for começar uma lista não terminamos.

13- Falta alguém para cuidar, para olhar para este setor?

A.G. – Quando o governo acordar para a potencialidade dos parques e tiver a atenção da iniciativa privada… Não é dar o parque para a iniciativa privada.  É explorar de uma forma sustentável, ecologicamente correta, para desenvolver o turismo local. O parque dos Cipós, em Minas Gerais, é lindo, mas ninguém vai, por exemplo.

14- Você falou algo sobre subsidiar o transporte aéreo dentro do Brasil. Como seria isso?

A.G. – Eu defenderia um subsidio do governo federal na aviação regional, principalmente para o Nordeste, que inclusive tem aeroportos muito bons. Toda vez que uma aviação regional começa a crescer ela é comprada pelas maiores.  O custo para viajar é muito alto e não é culpa das companhias aéreas, porque a manutenção das aeronaves é cara mesmo.

15- Você que conhece vários países, acha que algum modelo de exploração do turismo aplicado lá fora poderia ser replicado no Brasil?

A.G. – Sim. Miami recebe milhões e milhões de turistas do mundo inteiro. Cancun é outro exemplo, recebe 23 milhões de turistas por ano. Embora tenha muita proximidade geográfica com os Estados Unidos, uma das maiores economias do mundo, eles são um exemplo bem próximo para reproduzir aqui, em vários setores. O Brasil ainda não olha para o turismo como fonte segura de renda e investimento. Milhões que são gastos lá fora poderiam estar circulando aqui dentro.

16- Como reagiram seus fãs ao saberem da sua filiação ao PRB e da entrada na política?

A.G. – Quando eu postei no Facebook que eu me filiei, tive mais de dois mil comentários, uma boa parte pedindo para eu não me misturar com política. Eu respondi: “pessoal não estou entrando para a política, estou entrando para os parques”, porque realmente é essa ideia que eu tenho, se eu puder ajudar o Brasil a crescer com essa potencia que ele tem.

17- E seus amigos, empresários, sócios da área do entretenimento, do programa? Apoiam essa decisão?

A.G. – A palavra política está muito desgastada, precisa dar uma polida nessa palavra. Mas tive o apoio de muitos. Me incentivaram  dizendo:  “você é um homem do bem, se você for para a política nós estamos com você” . Sei que posso usar da experiência que adquiri com o programa para mostrar que o turismo é uma indústria importantíssima.

 

Por Diego Polachini – Ascom PRB/SP

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